O Implanon é um implante anticoncepcional hormonal colocado sob a pele do braço que libera continuamente etonogestrel, um hormônio semelhante à progesterona.
O método impede, principalmente, a ovulação e também altera o muco do colo do útero, oferecendo uma das formas mais eficazes de contracepção reversível, sem exigir o uso diário de comprimidos.
Para muitas mulheres, o implante representa uma alternativa prática para evitar a gravidez.
Mas, antes de escolher o método, é importante conhecer como o Implanon funciona, quanto tempo dura, qual é sua eficácia, como pode alterar a menstruação e quais efeitos colaterais podem ocorrer.
O que é o Implanon?
O Implanon é um implante contraceptivo subdérmico que contém 68 mg de etonogestrel.
Trata-se de um pequeno bastão flexível, colocado sob a pele da parte interna do braço por um profissional de saúde habilitado.
O hormônio é liberado gradualmente na corrente sanguínea e atua, principalmente, inibindo a ovulação. O método também modifica o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides.
No Brasil, a bula do Implanon indica duração contraceptiva de até três anos, período após o qual o implante deve ser retirado e, se houver interesse, substituído por um novo.
Como funciona o Implanon?
O mecanismo de ação do Implanon ocorre, principalmente, por meio da supressão da ovulação. Isso porque, o etonogestrel mantém níveis hormonais capazes de impedir que o ovário libere o óvulo.
Além disso, o método:
- Espessa o muco do colo do útero, dificultando a passagem dos espermatozoides;
- Altera o ambiente do trato reprodutivo;
- Pode modificar a atividade do endométrio;
Essa liberação contínua é uma das principais diferenças em relação aos anticoncepcionais orais, que precisam ser utilizados regularmente para manter sua eficácia.
Ou seja, esse é um método que mantém a ação contraceptiva de forma contínua, sem depender da lembrança diária da mulher.
Qual é a eficácia do Implanon?
O Implanon está entre os métodos contraceptivos reversíveis mais eficazes disponíveis.
Os implantes contraceptivos apresentam uma eficácia de 99,9% quando utilizados corretamente.
Uma das razões para essa elevada eficácia é justamente a ausência da necessidade de se lembrar diariamente de tomar um comprimido.
Com o implante corretamente inserido, a mulher não precisa realizar nenhuma ação diária para manter a proteção.
Ainda assim, nenhum método contraceptivo é absolutamente infalível.
A eficácia pode ser comprometida, por exemplo, se o implante não for inserido corretamente ou diante do uso de determinados medicamentos que reduzem a concentração do etonogestrel.
Por isso, é importante informar ao ginecologista todos os medicamentos e suplementos utilizados.
Como colocamos o Implanon?
Realizamos a inserção no consultório.
Nesse procedimento, utilizamos anestesia local e introduzimos o implante sob a pele do braço por meio de um aplicador específico.
Após a colocação, pode ocorrer:
- Dor ou sensibilidade local;
- Pequeno inchaço;
- Hematoma ou equimose;
- Coceira;
- Desconforto temporário.
Essas manifestações costumam estar relacionadas ao próprio procedimento.
É importante que o implante seja inserido na localização e profundidade adequadas. Isso permite que seja palpável posteriormente e facilitando sua retirada quando necessário.
No nosso site, temos um artigo completo sobre a inserção do DIU e Implanon, confira!
O Implanon altera a menstruação?
Sim. A alteração do padrão de sangramento é um dos efeitos mais importantes do Implanon e devemos explicar antes da inserção.
A mulher pode apresentar diferentes padrões de sangramento durante o uso. Algumas podem ficar sem menstruar, enquanto outras apresentam pequenos sangramentos ou escapes irregulares. Também podem ocorrer episódios mais prolongados ou frequentes.
Essas alterações não significam, por si só, que o método anticoncepcional deixou de funcionar.
O sangramento irregular é uma consequência conhecida da ação do método sobre o endométrio.
Por outro lado, devemos avaliar todo sangramento muito intenso ou prolongado, principalmente para verificar se existe outra causa associada.
Quais são as vantagens do Implanon?
O implante contraceptivo apresenta características que podem ser interessantes para mulheres que desejam um método de longa duração e alta eficácia.
Entre as principais vantagens estão:
- Alta eficácia contraceptiva;
- Não exige tomada diária;
- Liberação contínua do hormônio;
- Método reversível;
- Pode ser utilizado por até três anos, conforme a indicação e a bula do produto no Brasil;
- Não depende da adesão diária da paciente;
- A fertilidade tende a retornar rapidamente após a retirada;
- Não contém estrogênio.
A Organização Mundial da Saúde considera os implantes métodos contraceptivos altamente eficazes, reversíveis e de longa duração.
Quais são os possíveis efeitos colaterais do Implanon?
Como qualquer medicamento hormonal, o Implanon pode provocar efeitos adversos.
Eles não aparecem necessariamente em todas as mulheres e podem variar em intensidade. Entre as reações relatadas estão:
- Alterações no padrão de sangramento;
- Dor de cabeça;
- Acne ou alterações da pele;
- Sensibilidade ou dor nas mamas;
- Alterações de humor;
- Náusea;
- Dor abdominal;
- Aumento ou redução do fluxo menstrual;
- Ausência de menstruação;
- Dor ou reação no local da implantação.
É importante evitar a ideia de que um determinado efeito necessariamente acontecerá. A resposta ao implante é individual, e a avaliação dos benefícios e possíveis efeitos adversos deve fazer parte da decisão sobre o método.
Implanon engorda?
O ganho de peso é uma preocupação frequente entre mulheres que consideram o Implanon.
Contudo, não é correto afirmar que o implante necessariamente causa aumento de peso.
Variações de peso podem ocorrer durante o período de uso por diferentes motivos, incluindo mudanças no estilo de vida, idade, alimentação, atividade física e outros fatores hormonais e metabólicos.
Se houver aumento de peso significativo após a colocação do implante, é importante conversar com a ginecologista em vez de atribuir automaticamente a alteração ao anticoncepcional.
Quem pode usar o Implanon?
O implante pode ser uma opção para muitas mulheres, mas não existe um método contraceptivo universalmente adequado para todas.
Antes da inserção, precisamos avaliar o histórico médico, medicamentos em uso, fatores de risco, possibilidade de gestação e características individuais da paciente.
Algumas condições podem contraindicar ou exigir cautela com o uso do implante.
Entre elas estão determinadas doenças hepáticas, histórico pessoal de câncer de mama ou algumas situações relacionadas a sangramentos vaginais sem diagnóstico.
O que acontece depois que retiramos o Implanon?
Uma das características do implante é sua reversibilidade. Depois da retirada, o efeito contraceptivo desaparece e a fertilidade pode retornar rapidamente.
Isso significa que o Implanon não deve ser confundido com métodos contraceptivos permanentes, como a esterilização cirúrgica.
A retirada pode ser feita quando a mulher desejar interromper o método, inclusive antes do final do período previsto de uso.
Assim, caso queira continuar evitando a gravidez, podemos indicar outro método contraceptivo.
Como escolher o anticoncepcional mais adequado?
A escolha do anticoncepcional deve considerar muito mais do que sua eficácia.
Dessa forma, avaliamos fatores como:
- Idade;
- Histórico médico;
- Pressão arterial;
- Presença de enxaqueca;
- Risco de trombose;
- Uso de medicamentos;
- Padrão menstrual;
- Tolerância a possíveis alterações de sangramento;
- Preferência da paciente;
- Necessidade de proteção contra ISTs.
O melhor método é aquele que apresenta boa relação entre segurança, eficácia, características clínicas e preferência da mulher.

Dra. Veruska Barijan: orientação personalizada para escolher seu método contraceptivo
A Dra. Veruska Barijan é médica com 20 anos de experiência, formada e com residência médica em Ginecologia, Obstetrícia e Ultrassonografia pela UNICAMP.
Possui especialização em Ginecologia Endócrina pela UNICAMP e pós-graduação em Reprodução Humana pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva.
Também possui aprimoramento em Disfunções Sexuais Femininas pela UNIFESP e capacitação em ginecologia regenerativa e funcional.
Sua abordagem combina conhecimento científico, tecnologia e cuidado humanizado, considerando as características e os objetivos de cada paciente.
Se você está pensando em colocar o Implanon, tem dúvidas sobre seus efeitos colaterais ou não sabe qual método contraceptivo é mais adequado para o seu momento de vida, agende uma consulta com a Dra. Veruska Barijan.
A avaliação personalizada permite esclarecer as opções disponíveis, analisar possíveis contraindicações e escolher, com segurança e autonomia, o método que melhor se adapta às suas necessidades.
FAQ – Implanon
O Implanon libera continuamente etonogestrel, hormônio que impede principalmente a ovulação e também espessa o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides.
O Implanon é um dos métodos contraceptivos reversíveis mais eficazes, com taxa de gravidez inferior a 1% no primeiro ano de uso quando utilizado adequadamente.
No Brasil, o Implanon é indicado para prevenir a gravidez por até três anos, conforme sua bula. Após esse período, deve ser retirado e pode ser substituído por outro implante.
Pode acontecer. Algumas mulheres ficam sem sangrar, enquanto outras apresentam escapes ou sangramentos irregulares. A alteração do padrão menstrual é comum durante o uso.
Os efeitos podem incluir sangramento irregular, dor de cabeça, acne, alterações de humor, sensibilidade nas mamas, náusea e reações no local da implantação.
O ganho de peso pode ocorrer durante o uso, mas não é correto afirmar que o Implanon necessariamente causa aumento de peso. Variações de peso têm múltiplas causas e devem ser avaliadas individualmente.
Não. O Implanon previne a gravidez, mas não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. O preservativo continua sendo recomendado quando existe risco de IST.
Sim. O Implanon é um método reversível e a fertilidade pode retornar rapidamente após sua retirada. Se não houver desejo de gravidez, indicaremos outro método.
